No divã com a May

sábado, 19 de março de 2011

Desapegar-me de ti


“Larga-me. Larga a minha mão e deixa-me ver o mundo, o mundo que a tua presença está a tapar. Sim, vai para longe, bem longe, porque longe da vista, longe do coração. Sim, sai, sai da minha vida e da minha rotina. Chega de perseguires, sem piedade, o meu coração. Chega de sufocares os meus pulmões. Se queres saber, os meus olhos secaram, secaram por tua causa, porque me fizeste ver que não vale a pena chorar por alguém assim. Sinceramente, é desperdício de tempo e, a vida é tão curta para perder com os teus contra-tempos. Estava limitada a ti, a nós, mas esse limite agora foi ultrapassado e, por estranho que pareça, não foi por ti mas sim por mim, porque estou cansada de cuidar de “nós” e ver-te a descartar o “nós” como algo que, depois de pisado, recompõem-se sempre. Esquece, fartei-me de voltar sempre a levantar-me. Por mim, chega! Não passas de um pequeno ser, talvez uma bactéria mas, finalmente, livrei-me ti. Sim, no fim, consegui desapegar-me de ti."
Teresinha A.

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